setembro 12, 2008

Notícias Sábado: Gonçalo Amaral

"Maddie morreu naquele apartamento"

Quando recebeu a primeira chamada a dizer que uma menina inglesa tinha desaparecido na Aldeia da Luz, estava “longe de imaginar” que esse telefonema lhe iria condicionar o destino, a profissão e o futuro. Tudo aconteceu em Maio, o “mês que há de vir”, como diz uma das mais antigas lendas que ainda hoje as populações de Lagos vão passando de geração em geração. A sua vida nunca mais seria a mesma a partir desse momento. Gonçalo Amaral conta tudo ou “quase tudo” no seu livro, Maddie, A Verdade da Mentira. Revela o resultados das investigações, explica as conclusões a que chegou, não tem receio em as assumir. À NS explica ainda como o poder político influenciou o decorrer do caso, confessa estranheza pelo facto da direcção da Polícia Judiciária não ter protegido a equipa de investigadores dos ataques da imprensa inglesa e recorda o que sentiu, no último dia em que foi polícia.
Apesar de tudo, não guarda “rancor” de ninguém, e tem “orgulho” do trabalho que fez. Fuma, mas não gosta de ser fotografado a fazê-lo por uma questão de exemplo, recebe chamadas de antigos companheiros que o cumprimentam pela coragem, é “amigo” de muitos dos criminosos que ajudou a prender. “São seres humanos, somos todos, merecem perdão”.
Serão estes, porventura, alguns dos traços marcantes do mais fiel retrato de Gonçalo Amaral, o homem de 48 anos, o polícia há quase trinta, agora apenas o cidadão há pouco menos de três semanas que, quer apenas contar a verdade apurada sobre os factos que descobriu durante o decorrer do mais intrigante e mediático caso de polícia de que há memória. “Para que tudo não caia no esquecimento”



Texto
Pedro Cativelos
Fotografia
Patrícia de Melo Moreira


Tem a certeza absoluta do que se passou naquela noite?
O livro não é especulativo. São factos, testemunhos, provas científicas, está lá tudo. Nisto não há certezas absolutas, tenho é a minha convicção baseada em determinados indícios e comportamentos que observei!

E qual é a sua convicção neste caso?
A Maddie nunca foi raptada e morreu naquele apartamento, naquela noite!

Em que fase da investigação chega a essa certeza?
Desde o primeiro momento que detectámos uma série de depoimentos e histórias que não batiam certo, desconfiámos disso logo desde o primeiro instante. A partir de determinada altura, quando começámos a confirmar esses indícios teve de haver um recentrar da investigação e a partir daí chegámos a conclusões baseadas em provas que nos levaram em determinado momento a concluir com elevado grau de certeza o que terá realmente acontecido.


O que fez então?
Apresentei essas conclusões à direcção nacional e vim-me embora! Comunicaram-me que cessava a comissão de serviço em Portimão, na altura em que proferi aquela declaração a um jornalista, em off e completamente fora do contexto em que saiu escrita. Mas até nisso encarei as coisas como eram, não accionei ninguém judicialmente e segui a minha vida.

Não lhe custa, até em termos pessoais, ter passado por tudo isto e agora o caso ser arquivado?
O arquivamento não é nenhuma declaração de inocência. A qualquer momento pode ser reaberta a investigação e, é por isso que lanço o livro, como um contributo para que isto não seja esquecido, porque no fundo, tudo o que está no livro faz parte dos relatórios que toda a equipa entregou à direcção.

Mas não se sentiu injustiçado com tudo isto, até pela forma como saiu?
Nunca me chateei da vida, tive sempre orgulho em trabalhar na Polícia, e o mesmo com que entrei, foi o mesmo com que saí. A vida tem destas coisas, agora tenho mais tempo para as minhas filhas, para os meus amigos! São quase trinta anos de polícia sabe, lembro-me que ao início, nos primeiro anos, sorria muito, depois fui perdendo essa capacidade ao longo dos anos...

Quantos casos teve parecidos com este, ou seja, inconclusivos...?
Que me lembre, nenhum!

E foi a investigação mais complicada em que trabalhou?
Não, deu foi muito trabalho porque houve muita gente para ouvir, muitas inquirições... Aquilo é passado num resort cheio de turistas ingleses, ouvimos centenas de pessoas, muitas até rapidamente porque havia sempre gente a chegar e a partir. Foi necessária uma estrutura enorme de operacionais para tratar disto tudo. Para responder à sua pergunta digo-lhe que já tive muitas investigações muito mais complicadas do que esta! Este é um caso simples e normal, mas com contornos que dificultam que seja tomado o passo final!

Porque foi diferente desta vez?
Porque houve mais política do que polícia! O que é que a investigação criminal tem a ver com a polícia?! O nosso objectivo é a realização da justiça, com base em factos. A política só tem de garantir o cumprimento da Justiça.

Disse há uns dias que sentiu que tinha, “levado um pontapé no rabo”. Sentiu-se traído em todo este processo?
Em situações como a que aconteceu comigo, em que ninguém vem em meu auxílio como era a sua obrigação, não basta dizer ´ele que se aguente!`. Sou um mero funcionário público, mas com quase 35 anos de função pública e se calhar merecia outro tratamento por parte de quem dirigia a polícia.

Porque e como é que a política entra aqui?
Isso escapa à investigação criminal e parece-me que já é um pouco o vosso papel da imprensa, é um tema importante que deveria ser discutido. Vão investigar, e descobrir isso, porque ganhou este caso todo este peso mediático.

Mas quando se apercebe disso no terreno?
Dou-lhe um exemplo... Há um assessor de um primeiro-ministro que abandona esse cargo de muita importância para ir defender os interesses de dois cidadãos ingleses. Com que interesses, porquê?!

Porquê?
Estava em causa o interesse de algum ministro, algum assunto de estado, a necessidade de uma política de contenção de danos?

Estava?
Não sei... Esse é um problema doméstico inglês, mas acho que não é preciso dizer mais nada!

Porque continua Robert Murat arguido?
Tem-se falado mal dessa questão. Houveram outras razões para ele ser constituído arguido e dessas nunca se fala porque estão em segredo de Justiça. Quando o processo for público pode consultar as quatro ou cinco mil páginas e descobrir-se-á tudo isso. Eu sei o que lá está e a maioria das pessoas não sabem.

Houve um fracasso da sua investigação?
A investigação criminal é uma arte que conjuga experiência, teoria, prática e uma parte mais intelectual até! Nós, que saímos nessa altura, não fracassámos e apresentámos resultados, o que aconteceu depois, terá de lhes perguntar a eles.

Como era a relação da polícia inglesa que os acompanhou durante as investigações?
A coordenação sempre foi muito boa, e trabalhámos sempre bem em conjunto, como sempre aconteceu e acontece de há anos para cá em inúmeros casos.

O pensamento dos agentes ingleses, era equivalente ao vosso, de que não haveria rapto e que os pais estariam relacionados com a morte da criança?
Posso dizer que havia um entendimento entre a policia portuguesa e a polícia portuguesa quanto à morte daquela criança, naquele apartamento naquele dia. Era um ponto assente!


Que ideia tem dos Mccan?
Tive algumas reuniões com eles. Apercebemo-nos de algumas incoerências nas histórias, coisas que não batiam certo, parecia que se andava a compor uma história, hoje era isto, amanhã aquilo...

A percepção que teve no primeiro dia, quando chega ao local e conhece os factos apresentados é a que tem hoje?
Desde início que percebemos que qualquer coisa não batia certo. Era óbvio isso. Mas a seguir a isso tivemos de seguir várias linhas de investigação, colocar todas as hipóteses, até à conclusão a que chegámos.

Gostava que Maddie aparecesse?
Claro que sim! Como cristão e ser humano ficaria muito feliz por me ter enganado, mas por tudo o que descobrimos durante a investigação, não tenho dúvidas sobre o que aconteceu naquela noite. Qualquer pessoa que olhe para os factos que recolhemos durante a investigação de forma racional e objectiva conclui da mesma forma que nós concluímos. Não há dúvida razoável, foi isto que aconteceu!

É verdade que o MI6, os serviços secretos britânicos, estiveram na Aldeia da Luz, dias depois do desaparecimento de Maddeleine?
Eu nunca vi ninguém!

Mas fala-se disso...
Pode ser natural que quando estão cidadãos ingleses com uma certa relevância isso aconteça... Mas como lhe digo, não sei de nada disso.

Se não tivesse aparecido este caso na sua carreira, ainda estaria a trabalhar...
Poderia estar ou não... Não penso nisso assim. Quando entramos numa instituição como esta, abdicamos de uma certa liberdade de expressão, e alguns ficam com essa incumbência que neste caso, falhou. As coisas aconteceram assim, mas saio de consciência tranquila.

Como foi a sua colaboração com o seu sucessor na investigação?
Não houve! Fomos jantar um dia, falámos do caso e não voltámos a falar...

E é normal isso acontecer?
Não me ponha contra o meu colega... O normal é alguém que sai de uma investigação e continua a ser ouvido, passar a informação, orientar quem vai a seguir. Isso não aconteceu neste caso apesar de me ter sempre prontificado nesse sentido.



O homem depois do polícia

Tem-se falado nos últimos anos, de algum desconforto no seio da Judiciária, como observa esta questão?
Saí na altura certa! A criminalidade evoluiu, as competências tiveram de ser repartidas, a PJ tem o seu espaço definido com as áreas de competência reservadas. Ninguém pode pensar que só a PJ pode ser dona da investigação, que é muito vasta e não pode abarcar tudo. Os operadores da Justiça têm de se respeitar e não temos de andar aqui a atacar esta ou aquela classe.

Mas como observou a evolução das coisas, desde 81, quando entrou, até aos dias de hoje, aquando da sua saída?
Antigamente um bom chefe era aquele que nos deixava trabalhar, hoje em dia é aquele que trabalha por nós. Acho que há hoje em dia esse espírito na polícia e em muitos outros sectores da nossa sociedade… Abriu-se muito o leque de investigadores. Em 81 entravam trinta, hoje entram às centenas, o que pode ser bom e mau também porque não há capacidade para integrar tanta gente assim.

Qual foi o primeiro sentimento que lhe ocorreu, no momento exacto em que atravessa pela última vez a porta da delegação de faro da Polícia Judiciária?
Um grande orgulho... No dia seguinte estava um pouco mareado como se diz aqui no Algarve, não sabia bem o que havia de fazer, os níveis de adrenalina baixaram... Agora estou bem.

Já sabe o que vai fazer daqui para a frente, depois do livro?
Saí há três semanas, ainda estou a adquirir novas rotinas. Dediquei-me ao livro, recebi algumas propostas quer têm de ser ponderadas. Pensei em voltar ao Direito, ou ir para o sector privado, consultoria, por aí, mas ainda não decidi nada. Nunca fui homem de estar a ver... Sou um homem de projectos, de decisões, em breve definirei o meu futuro.

Mas porquê o Direito?!
Ainda não tomei essa decisão, é apenas uma possibilidade, mas é uma área bonita, poder fazer Justiça, baseada no bom senso, que até é uma figura do código civil.

Não prefere reformar-se ?
Com que dinheiro?! Não penso nisso ainda!



A Verdade da Mentira


Ao olhar para o livro pela primeira vez, o que lhe passou pela cabeça?
A verdade material dos factos, que estão aqui contados.

Colocou tudo o que sabia nesta obra?
Eu sou um jurista, e como tal, deixa-se sempre alguma coisa para trás, para um segundo volume! (Sorri) Mas não! Coloquei o essencial para se perceber a história, as diligências, o que sentimos, está lá tudo, mas há coisas que não podemos de facto publicar, até para não colocar a polícia em causa.

Foi complicado escrevê-lo?
Não, deu algum trabalho sim! Sou ainda do tempo das máquinas de escrever sabe?! Mas isto não é um relatório policial, é mais complexo.

Como surge este livro?
Surgiu porque tinha de ser defendido, diziam que era incompetente, que utilizávamos métodos medievais e não podia dizer nada. Cheguei a interpor um requerimento à direcção da Polícia, para podermos falar, ou para alguém nos vir defender.

E que resposta recebeu?
Nenhuma, ainda hoje estou à espera!

Decide então abandonar a Polícia...
Tomei essa decisão de abandonar a instituição porque era a única forma de readquirir a plenitude da liberdade de expressão, e poder falar livremente, não só para me defender, ou por vingança, mas para explicar o que se passou durante os meses da investigação, para as coisas não caírem em saco roto e se continuar a procurar a verdade. O livro surge como mais um contributo, o meu e da minha equipa, para a descoberta da verdade.

Vai ficar rico?
Se a fama fosse correspondente ao dinheiro estava rico já! Mas em Portugal ninguém enriquece a vender livros. Se fosse para enriquecer tinha aceite propostas de jornais ingleses que me pagavam balúrdios para comprarem o livro para Inglaterra.

Vai ser editado em Inglaterra?
A editora irá tentar editar o livro lá, penso que sim, até porque seria quase uma censura que o livro não fosse editado num dos mais antigos países democráticos da Europa.

Como se sente no papel de figura pública?
Sempre o fui, para a minha família, para os meus amigos para quem interessava. Nunca andei à procura desta exposição toda, nem tem muito a ver comigo. Se reparar, todas as imagens que saíram minhas eram a sair da polícia, em investigação ou a entrar do restaurante, não me andava a mostrar para as máquinas fotográficas.

É que de repente falava-se mais no Gonçalo Amaral que na Maddie...
Isso tem a ver com o peso mediático que o caso ganhou...

A sua família sofreu com isso?
Tive de sair de casa para proteger a minha família porque andavam atrás de mim e dos meus colegas, foi uma altura complicada para nós...



Porque o atacaram tanto?
A partir de determinado momento alguém se apercebeu que em termos operacionais a pessoa que tinha mais responsabilidade era eu e não foi por acaso que me atacaram, para desacreditar a investigação, o que em parte aconteceu aos olhos da opinião pública, principalmente a inglesa.

Chegou até a estabelecer-se a relação com o caso da Joana, um processo de uma outra menina desaparecida, em que o Gonçalo Amaral também esteve envolvido e solucionou...
Estabeleceram essa relação porque o corpo da Joana também nunca apareceu. Mas esse caso está mais que resolvido e é óbvio que os casos não estão relacionados!

Mas a ausência do corpo não é um impedimento à conclusão da investigação?
Há situações em que não é essencial aparecer o cadáver para se saber quem é o culpado. É claro que se torna por vezes mais fácil investigar, mas nem sempre isso acontece e a investigação não se pode cingir exclusivamente a essa circunstância.

O Gonçalo esteve metido numa guerra de imprensas...
Ainda hoje alguém devia agradecer à imprensa portuguesa por ter sido a única que nos defendeu, quando não era ela que o devia fazer, mas a própria Polícia Judiciária.

O que falhou aí?
É inacreditável que a PJ não tenha um gabinete de comunicação. Neste caso faltou isso, alguém que canalizasse a informação para os media, que pudesse expor o que era verdade ou não, que prestasse um serviço aos jornalistas e a nós que estávamos no terreno.
Foi esse o problema desta investigação, não houve uma retaguarda que nos protegesse disso, nada foi feito neste aspecto.

Porquê?
A direcção da polícia assim o decidiu... As polícias, todas elas, não estão preparadas para lidar com a comunicação social e, a evolução da nossa sociedade obriga a que as polícias comecem a repensar a sua forma de comunicar e relacionarem-se com a imprensa. Tudo isso devia ser discutido e alterado.

Mas a falta dessa política de comunicação, pode influenciar o trabalho?
Obviamente que sim, ou pela menos dificulta muito!

Como é que é passar para o outro lado dos “interrogatórios”?
É gratificante, muito interessante porque finalmente posso explicar qualquer coisa, dizer a verdade sobre o que aconteceu, sem ter, como tinha, a obrigação de estar calado!

Sentiu necessidade de querer falar e não poder?
Cheguei a pedir à direcção nacional que repusesse a verdade... Mas como lhe disse, nem obtive resposta!


De que forma lidavam os seus homens com isto?
Mal, claro porque sentíamos a pressão, e somos humanos!

O que se passou com os vestígios enviados para o laboratório inglês?
Não foi de facto um processo normal, aconteceram coisas estranhas e ainda estão a acontecer...

Como acha que tudo isto vai acabar?
Tenho fé que se apure a verdade!

Uma fé cristã, ou judicial?
Há uma grande diferença entre ambas, mas tenho uma enorme fé na Justiça e espero que um dia, não sei quando, se descubra a verdade, acredito nisso.

Nunca deixou de acreditar na Justiça?
Conheci muita gente boa ao longo dos anos, bons magistrados, bons polícias, bons juízes que se preocupam com a Justiça que é uma causa muito nobre. Nunca deixei ou deixarei de acreditar nela!

Ainda se sente polícia?
Acho que esta é daquelas profissões onde não se tira a farda, apesar de nem a termos. Somos o que somos, sem horários, dia e noite, ano após ano. Não é fácil deixar tudo o que vemos, o que vivemos, as pessoas com quem lidamos, esquecer tudo à porta de casa... Acho que é humano até mas cada um lida com isso à sua maneira.

Se visse agora os Mccan, o que lhes diria?
Que estou solidário com a sua dor, mas isso não me pode inibir de tentar descobrir o que se passou. Como diz um filósofo...´Quando o coração sobe à cabeça a emoção toma o lugar da razão e explode a paixão`. É isto que temos de evitar, não cedermos às emoções e procurarmos sempre a verdade.

Isso nunca lhe aconteceu?
Já me vi várias vezes a chorar, depois de concluídos alguns casos.

Neste caso, já lhe aconteceu?
Neste caso não.

Notícias Sábado

1 comentário:

Maria Eduarda Santana disse...

Lembro-me daquele dia de Maio de 2007...hora de almoço...notícia de abertura de todos os noticiários nacionais!!!
Ouvi...enervei-me e, em automático, a minha revolta disparou contra aqueles pais!!! COMO É POSSÍVEL DEIXAREM-SE 3 CRIANÇAS DE TENRA IDADE A DORMIR SOZINHAS NUM APARTAMENTO ENQUANTO OS SEUS PROGENITORES SE DIVERTIAM UNS TANTOS METROS MAIS AQUÉM???? Como mãe é revoltante e angustiante...os meus filhos andaram SEMPRE agarrados às minhas saias e nunca deixei de me divertir por causa disso!!! Agora uma dosezita de narcóticos para que as crianças "não chateiem"...até que dá jeito para que se possa estar descansado a beber e na galhofa com os amigos...o pior é que, por vezes, estes "pequenos" pormenores descambam!!!
A partir dali a "minha acusação" estava formada...e, talvez, não me engane!
Não sou polícia, nem jurista, nem investigador, nem jornalista...mas algo ali NÃO BATIA CERTO DESDE O INÍCIO!!!
Todo o mediatismo exagerado, as altas conotações políticas, os resultados laboratoriais efectuados em terras de Sua Majestade que nunca foram divulgados...formaram uma conjuntura de "encenações" criadas ao pormenor para que do fictício nunca se conseguisse provar a realidade!!!
Andava-se mais preocupado em ver aqueles "papás sofredores" a irem 50 vezes por dia à missa, ou a darem entrevistas para todo e qualquer meio de comunicação, a viajarem às custas dos incrédulos e ingénuos que fomentaram o tal de fundo "Maddie", do que propriamente em apurar a VERDADE DOS FACTOS!!!
Nunca vi aquela mãe chorar...nunca vi aquele pai deitar uma lágrima... Estranho, não????
Haviam mais 2 crianças a quem da atenção...é um facto, mas nenhum filho substitui outro!!! E havia uma filha que faltava...e continuava a haver disposição para passeios, entrevistas, viagens, etc., etc.....
Dou os meus parabéns ao autor desta entrevista! Congratulo o autor do Livro que, brevemente, irei a adquirir...pela sua coragem, pela sua frontalidade, por ter colocado em palavras aquilo que assola a mente da grande maioria que assistiu ao desenrolar de toda esta "chachada"!!!
Mais uma vez, Portugal ficou nas bocas do mundo como incompetente, burro e de mãos e pés atados...porque "valores" mais altos se levantaram!!! Não interessará, por motivos diplomáticos que a verdade venha a ser desvendada...Mais um caso que ficará por solucionar...como tantos outros, quando não interessa avançar!!!